Atrofia Progressiva da Retina
06/11/2007 Categorias: Saúde Sem Comentários
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A Degeneração Progressiva da Retina ou Atrofia Progressiva da Retina é uma doença que afeta as células pigmentadas da retina e/ou os vasos sanguíneos causando a cegueira do cão. Em algumas raças, a origem da cegueira é dada por desenvolvimento anormal da retina, também chamada de displasia da retina. A atrofia progressiva de retina (PRA) pode ser de dois tipos, generalizada e central, sendo a generalizada mais comum em cães miniatura e anões e nos cockers;e a central é mais comum em cães de trabalho como o collie.
A doença consiste em um processo lento e irreversível de degeneração do tecido fotorreceptor da retina e que pode ser observada em qualquer cão, apresentando contudo maiores índices em determinadas raças. O controle da doença só pode ser feito através da escolha des reprodutores sadios e através da esterilização dos afetados. Como a doença é transmitida por genes recessivos (significa que o cão tem que apresentar um par de genes da doença para ser afetado, o cão com apenas um gene afetado e outro normal não apresentará a doença sendo assim um portador), cães saudáveis podem transmitir a doença a sua prole. Desta maneira é recomendável observar também os outros parentes do cão e não só os pais na hora de escolher um filhote, se a linhagem for saudável, maiores serão as chances do cão não possuir o gene da PRA.
Entre as raças que apresentam os maiores índices da doença estão o poodle, collie, setter irlandês, akita e o golden retriever. É importante observar que em cães como o collie e o setter irlandês a doença pode se manifestar a partir de um ano de idade, o que facilita a identificação do cão afetado antes de reproduzi-lo, em outras raças como o akita, a doença costuma aparecer a partir dos três anos de idade.
Os sintomas inicialmente são vermelhidão, excesso de produção de lágrimas, cegueira noturna evoluindo posteriormente para a cegueira diurna com reflexos pupilares extremamente lentos. Inicialmente a PRA age nos bastonetes e depois nos cones, causando dificuldades para a visão de contrastes e para a adaptação às diferenças de intensidade luminosas. Muitos veterinários não percebem o início da doença por não realizarem exames oftalmológicos cuidadosos em suas consultas de rotina (o exame oftalmoscópio de fundo de olho evidencia afinamento retinal, despigmentação da área não tapetal, atrofia do nervo óptico e perda e estreitamento dos vasos sanguíneos da retina), nestes casos o mal só será percebido quando o proprietário perceber que o cão está esbarrando muito e que aparenta desorientação, o diagnóstico definitivo é dado por um exame de retina chamado eletroretinograma (ERG) feito apenas por um veterinário especializado. Em algumas raças como o cocker spaniel a PRA também está associada ao aparecimento da catarata.
A atrofia progressiva da retina não tem cura, sendo a prevenção a melhor forma de combatê-la, entretanto, alguns estudos sugerem o uso de vitaminas pra amenizar os efeitos, mas isso nao é comprovao ainda. O mais importante para se evitar esse tipo de problema é o cuidado na hora de escolher o filhote, principalmente se ele pertencer a uma das raças que apresentam mais casos da doença.
referências utilizadas:
- Nossos amigos os cães
- Enciclopedia do cão Royal Canin
- Site: Animal clinic

